Mostrando postagens com marcador UFOLOGIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador UFOLOGIA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Extraterrestres: OVNI visto em Alfena em 1990 continua sem explicação

Porto, 16 Mai (Lusa) - O Objeto Voador Não Identificado (OVNI) observado em Alfena, Valongo, em 1990 continua sem explicação, disse hoje à agência Lusa o professor de Astrobiologia na universidade norte-americana do Texas em Austin, Carlos Oliveira.


"Existem centenas de testemunhas que viram o objeto, e em várias cidades e vilas. Quando o objeto se afastou de Alfena, passou por várias localidades. A existência de diversas testemunhas, sem contato umas com as outras, a relatarem o mesmo objeto, prova a existência dele", referiu Carlos Oliveira.




O especialista salientou que quatro fotografias do OVNI, captadas por um fotógrafo amador, "foram enviadas para a NASA e para a Kodak e foram dadas como verdadeiras".




"Não foram feitas em computador e o objeto parece ser real e a perspectiva também parece verdadeira. Ou seja, as fotos não são mentira e o objeto estava lá", afirmou, realçando que até agora não foi encontrada explicação para o fato.


O objeto fotografado em Alfena na manhã de 10 de Setembro de 1990 tinha forma esférica e cinco apêndices que se assemelhavam a patas.


Testemunhas ouvidas por investigadores e jornalistas afirmaram que o OVNI foi visto durante cerca de 50 minutos, primeiro por um grupo de crianças e a seguir por várias outras pessoas, ora imóvel ora em movimento.Alguns dos videntes fugiram, com medo do que pudesse acontecer caso o objeto aterrisasse ou caísse.




Investigações feitas pela NASA, por um centro francês especializado em investigação em reentradas na atmosfera, pelo então Laboratório Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial (LNETI) e pelo Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência (CTEG) da Universidade Fernando Pessoa concluíram que o objeto fotografado em Alfena não tinha qualquer semelhança com objetos conhecidos, nomeadamente balões ou sondas.




Mário Neves Silva, investigador do Pufoi (Portuguese UFO Investigation) e do CTEG, confirmou que, até hoje, não foi possível conhecer a génese do "fenómeno aéreo não identificado" de Alfena, "apesar de todas as tentativas de o enquadrar em qualquer um dos fenómenos naturais ou artificiais conhecidos".




"Os negativos das fotos foram estudados em vários centros especializados (Porto, Lisboa, Espanha, França, Alemanha e Estados Unidos), tendo as conclusões ditado, de uma forma inequívoca, a veracidade das mesmas, bem como a estranheza do fenómeno apresentado", sublinhou.

Carlos Oliveira, que pertenceu à Comissão Nacional de Investigação do Fenómeno OVNI (CNIFO), salientou que o caso de Alfena é um dos poucos que continua sem explicação, dado que na maioria das observações acaba por se concluir que não são OVNIs.


"A maior parte são simples luzes no céu que as pessoas imaginam que sejam de naves extraterrestres, o que é um perfeito disparate, não só porque por se ver luzes não faz sentido imaginar-se logo uma origem extraterrestre, mas porque se assume que ETs viajariam distâncias enormes entre estrelas com naves tecnologicamente semelhantes às nossas do século XX e, disparate extremo, que teriam faróis à frente e em baixo", afirmou.




Para Carlos Oliveira, "não há qualquer razão para existirem faróis em naves que fazem viagens interestelares. Isso é uma completa falta de imaginação. E ainda para mais sendo esses faróis de luz visível".




"Basta perceber um pouco do espectro electromagnético, do tipo de comprimentos de onda que os nossos telescópios utilizam e a informação que podem retirar de cada um, do gênero de vida existente na Terra, e do tipo de naves que a engenharia aeronáutica consegue prever que os seres humanos possam ter no futuro", acrescentou.




"É um disparate baseado na falta de conhecimento e na falta de imaginação para prever o tipo de tecnologia que poderemos ter daqui por várias centenas de anos.
Eu adoro ficção científica, mas neste caso a ficção científica fica além daquilo que poderá existir, e influencia as pessoas limitando-lhes a imaginação", disse.




O investigador salientou também que a idéia de que os ETs visitam a Terra "está alicerçada num geocentrismo psicológico que ainda existe enormemente na população", e que se confunde com religião e com astrologia.




"Copérnico, Galileu, Kepler e outros deitaram abaixo a idéia de que a Terra está no centro do Universo, e sabe-se hoje que a Terra não tem qualquer lugar privilegiado no Cosmos, nem sequer no sistema solar", frisou.




FZ.
Lusa/Fim


Fonte: Expresso

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O Que é Pesquisa Ufológica?

autor: Fernando J.M. Walter - 1998"...fazemos ciência com fatos, assim como construímos uma casa com pedras, mas uma acumulação de fatos não é ciência assim como não é uma casa um monte de pedras"

Henri Poincaré, "A Ciência e a Hipótese" – 1902



...E continuam chegando às minhas mãos as costumeiras revistas e boletins relacionadas ao fenômeno OVNI, bem como o constante fluxo de informações transmitidas, pela Internet, sobre o tema.

Toda essa informação, no entanto, possui praticamente o mesmo conteúdo. São novos "casos", envolvendo, em maior ou menor proporção, a escala elaborada por J. Allen Hynek (os chamados "Contactos Imediatos", em Português). Excluem-se dessa massa de dados, logicamente, as inúmeras querelas pessoais que interessam, creio, somente aos nelas diretamente envolvidos ou aos respectivos acólitos.

Os textos invariavelmente oscilam entre o sensacionalismo, de matiz semelhante ao que habita nossos jornais, até às ditas "abordagens objetivas" realizadas pelos "estudiosos" do fenômeno, que ostentam quase sempre uma capacidade mínima, muito sutil, de análise coerente dos fatos disponíveis.

A partir do período no qual começou a cristalizar-se a dicotomia "Ufologia Científica - Ufologia Esotérica", os auto-denominados partidários de uma ou outra corrente eventualmente trocam argumentações defendendo a abordagem do fenômeno a partir de óticas (evidentemente) coerentes com as respectivas linhas de pensamento. Com o passar dos anos, surgiu - de forma previsível - uma espécie de terceira via, a qual não renega, de forma absoluta, qualquer das duas correntes principais. Encontram-se nela aqueles pesquisadores de "mente aberta", que buscam explicações em um ou outro lado, visando a justificar suas opiniões.

Não haveria nada de errado em tudo isso, visto que a Ufologia não é, nem nunca foi oficialmente considerada uma ciência. Não existem Universidades que formam Ufólogos, nem conselhos que regulamentem a profissão. Um "ufólogo" não pode se aposentar, apresentando-se como tendo exercido essa profissão. Tampouco existe essa categorização no registro de profissões que devem ser indicadas na declaração de Imposto de Renda.

Assim, é importante deixarmos bem claro que um "ufólogo científico" na realidade é um pesquisador que, a seu próprio modo de ver, conduz - ou deveria conduzir, ao menos – seus estudos seguindo metodologia sistemática, bem definida. Suas opiniões deveriam sempre ser pautadas pela lógica, embasadas por fatos científicos bem conhecidos, e suas especulações elaboradas a partir do estudo dos dados disponíveis.

Tenho consciência de que o que foi exposto acima é quase uma impossibilidade. A maioria dos pesquisadores (creio eu) desenvolve, de forma justificada, outras atividades profissionais, necessárias ao seu sustento. Não se pode, assim, exigir dedicação exclusiva à pesquisa ufológica.

Nada disso justifica, no entanto, o cenário desolador que vimos presenciando já há tantos anos, e – sejamos justos – não só no Brasil como também no resto do mundo. Pelo fato de praticamente não existir o profissional "Ufólogo" – não confundir com o "ufólogo profissional" - muitos se acham no direito de, invocando o manto da ciência, emitir opiniões ridículas, usando inclusive muitas vezes, por ignorância ou talvez má-fé, fatos comprovados cientificamente para, supostamente, alicerçar afirmações esdrúxulas.


Não sei até que ponto esses "ufólogos científicos", deixando à parte vaidades , já se aperceberam da responsabilidade que possuem (que TODOS nós, aliás, possuímos). Pessoas de todos os estratos sociais e culturais, e de todas as faixas etárias que se interessam pelo tema OVNI lêem nossas opiniões. Preconceitos, fatos errados e idéias absurdas podem, tal como ervas-daninhas, proliferarem-se muitas vezes de maneira irreversível na mente das pessoas. E, claro, a eventual desmistificação posterior dos absurdos descuidadamente cometidos por pesquisadores dessa estirpe pode levar pessoas a assumirem uma posição de ceticismo total e a ridicularizar, sistematicamente, toda e qualquer informação que venha a ser disponibilizada, ainda que injustificadamente.

Deseja-se que as pesquisas possam, efetivamente, ser conduzidas sob uma abordagem científica? Temos aqui algumas sugestões de comportamentos a serem adotados:



Continuidade

É absolutamente aterrador o número de casos pesquisados e que foram abandonados, ou não tiveram suas conclusões publicadas. Sempre me questiono o porque disso. Algumas explicações são óbvias e justificadas. Um processo de investigação sério demanda pesados recursos financeiros e operacionais, quase sempre fora do alcance do pesquisador independente ou mesmo de grupos de pessoas. No entanto, porque nunca são disponibilizados os dados obtidos para aqueles com interesse e possibilidades materiais de continuar a pesquisa? Porque as informações são trancadas a sete chaves? Afinal, que tipo de pesquisador é esse que omite informações, muitas vezes sob uma aura pré-fabricada de mistério, quase sempre injustificada?

Porque tantos casos, muitas vezes publicados inicialmente sob intensa fanfarra, são misteriosamente enterrados e esquecidos? O pesquisador teria sido ludibriado e envergonhou-se em reconhecer, publicamente, o erro? Será sempre mais fácil descarregar a culpa, nessas situações, nos Governos, nos "Homens de Preto" ou o que seja?

O que me leva muitas vezes a questionar a seriedade desse tipo de comportamento é a desconfiança de que na realidade nos defrontamos aqui com uma questão menos afeta à pesquisa genuína que aos fenômenos mercadológicos. Possivelmente a busca desenfreada de casos "novos" justificaria a existência dos inúmeros congressos e publicações existentes. Muitos casos importantes, com elevados graus de estranheza e/ou evidências físicas são postos de lado – aplicando-se aí, com toda a propriedade, a afirmação de Poincaré apresentada no início do texto. Passamos assim a ter um amontoado de dados, de informações, as quais jamais poderão servir a um propósito prático, em função do abandono a que logo serão relegados.

Casos notórios como Roswell e os documentos MJ12 são algumas das exceções de praxe, e por boas justificativas – haja vista a quantidade de livros, filmes, etc. direta ou indiretamente baseados nos mesmos. São exemplos típicos do famoso princípio de Lavoisier, porém aplicado à Ufologia. Permanecerão ainda sendo discutidos por um longo tempo...e não é necessário possuir dons premonitórios para realizar essa afirmação.



Responsabilidade

Definitivamente, não é boa política, como já afirmei, arvorar-se a realizar comentários sobre assuntos sobre os quais não se possui suficiente informação. Se isso é verdade em relação à nossa vida cotidiana, muito mais o é em relação ao fenômeno OVNI. Em um campo no qual lidamos com fenômenos absolutamente desconhecidos, é forçosa a aplicação de conhecimentos referentes à várias disciplinas básicas, algumas delas inter-relacionadas, tais como Física, Química, Biologia, Sociologia, História, Geografia, Astronomia, Informática, Lingüística, Antropologia, Arqueologia, Meteorologia, Astronáutica, Psicologia e outras, no sentido de realizar avaliações coerentes dos fatos. Do contrário, continuaremos a assistir o deprimente festival de sandices e bufonarias que permeiam as publicações do gênero ou mesmo as não-especializadas, as lista de discussão na Internet, e etc. Claro que não estamos aqui afirmando que pesquisadores, para serem como tal reconhecidos, devam individualmente possuir conhecimentos extensos sobre as disciplinas citadas, ou mesmo de grande parte delas. Porém, noções básicas de algumas destas disciplinas são fundamentais.



Bom Senso e Sobriedade

São, com toda a certeza, excelentes princípios a serem seguidos por todos aqueles que desejam realizar trabalhos de pesquisa ufológica. Seja para as pesquisas de campo ou teóricas (as duas são importantíssimas e intimamente vinculadas), conhecimento sobre as várias especialidades como as citadas acima é importante, repetimos, porém pode ser adquirido a posteriori. Bom Senso e Sobriedade são , no entanto, pré-requisitos básicos de um bom pesquisador.

O passar do tempo, o estudo e a conseqüente definição de uma especialização científica servirão, enfim, como bases extremamente sólidas, conjuntamente com os demais aspectos acima relacionados, para a utilização – afinal - da Criatividade , fator presente em todos nós, seres humanos, para a correta abordagem do fenômeno OVNI.


De fato, Poincaré estava (e está ) corretíssimo. E quem com ele não concordar, por favor, tire suas pedras do nosso caminho. Elas estão atrapalhando.



Este texto é dedicado, respeitosamente, a todos aqueles Pesquisadores que, por seu conhecimento e honestidade de propósitos, são exemplos a serem seguidos por todos nós.


Nota de ContactaMente: esse sim é um verdadeiro ufólogo

domingo, 9 de dezembro de 2007

Vamos mergulhar fundo no assunto Ufologia?

20 de novembro de 2007 Por Dave Peyton Tradução: Milton Dino Frank Junior




















No começo do inverno de 1967, quando Point Pleasant estava cheia de histórias sobre o "homem mosca", eu fazia a cobertura jornalística ufológica naquela área.

O quê foi negligenciado na história do Homem mosca foi o número de avistamentos de Ovnis que aconteceram ao longo dos rios Ohio e Kanawha visto pelas mesmas pessoas durante todo o tempo e que ainda estavam vendo uma criatura estranha dentro e ao redor de Point Pleasant.

Geralmente todas as testemunhas de um incidente envolvendo um OVNI inicia seu discurso desta forma: "Escute, sei que você pensará que estou louco, mas não sou. Sou um bom cristão e não falo mentiras...".

Lógico que eles iriam descrever sobre as luzes que eles viram no céu. Alguns descreveram objetos que eram em forma triangular e não se moviam como um avião. Eles pairavam , às vezes durante minutos, e então eles atingiam velocidades que nenhuma aeronave conhecida poderia alcançar.















Estes objetos eram OVNIS.

E este era o assunto de uma conferência na semana passada da qual teve a participação de sete países, incluindo alguns pilotos e funcionários do governo, chamando o governo norte-americano para reabrir uma investigação sobre OVNIS levando em conta todos os relatórios sobre discos voadores, esferas brilhantes e outros avistamentos estranhos.

Dennis Kucinich candidato presidencial democrático foi recentemente alvo de algumas piadas quando ele disse que ele tinha visto um OVNI. Esta é talvez a razão por que muitas pessoas não admitem este fato quando elas vêem algo inexplicado no céu.

Eles se esquecem dos Presidentes Ronald Reagan e do Presidente Jimmy Carter que admitiram que viram objetos voadores inexplicáveis no céu. E o Ex-Governador do Arizona, Pífaro Symington estava entre centenas de pessoas que viram luzes enormes cruzando o céu perto de Phoenix em 1997.

Sejamos claros! A maioria destes OVNIS podem ser explicados. Mas aproximadamente 5% dos casos de aparições de objetos voadores não identificados não tem nenhuma explicação lógica ainda.

"Especialmente depois dos ataques de onze de setembro, quando foi constatado que muitos sinais de radares deixam a desejar e que não podem ser associados com desempenhos de aeronaves e helicópteros existentes", Os participantes disseram em uma declaração aberta numa conferência.

"É uma questão de você decidir em quem acreditar: Os seus olhos estão mentindo ou o governo é que está? John Callahan" disse a um investigador da Administração de Aviação Federal em 1987, A CIA tentou silenciar o avistamento de uma bola iluminada enorme do tamanho de um jato gigantesco no Alasca.

Nunca vi um OVNI, mas isso não me faz parar de acreditar que o governo precisa revigorar suas investigações neste assunto porque é normal e direito – falo isso pensando nas pessoas que vêem diariamente OVNIS nos céus ao redor do mundo. Ridicularizar esses que vêem estas luzes estranhas é simplesmente fazer com que aumente mais o nível de ansiedade do público.

Por causa de todas essas pessoas que testemunharam essas luzes estranhas no céu em Point Pleasant e sua vizinhança há 40 anos , e por causa de todo mundo que já viu um OVNI é que está na hora do governo tirar a limpo e perceber o que se tornou um fenômeno muito comum.

Ufo: mito ou realidade ? Lucidez ou loucura ?

Adalberto Tripicchio [adalbertotripicchio] 15/5/07

SIM, OS NOSSOS DEUSES ERAM ASTRONAUTAS. E OS DELES?
SIM, ELES SEMEARAM NOSSAS VIDAS. E QUEM, AS DELES?

SIM, ELES DIRIGIRAM NOSSA EVOLUÇÃO. E QUEM, A DELES?
















Em Ufologia é assim. A cada suposta afirmação gera-se uma infinidade de perguntas. Isto não é demérito. Pelo contrário, é o que a torna tão estimulante. Estivemos recentemente no Congresso de Varginha-MG. Pudemos conhecer a cúpula da Inteligentzia Ufológica de nosso país. Pessoas sérias, competentes e extremamente dedicadas a esse imenso trabalho de divulgação e ensino da Ufologia.

Ficou claro, para nós, que o movimento ufológico brasileiro necessita urgentemente marcar um divisor de águas entre a Ufologia Científica, ou Investigativa, e a Ufologia Holística (ou Esotérica, ou Espiritualista, ou Místico-Transcendental, etc.). Faz-se urgente um tratamento Epistemológico às lides ufológicas. Há de ficar transparente o que pretende ser Filosofia, Ciência ou Teologia.

Teríamos que dispensar os depoimentos ingênuos acerca de avistamentos. Este capítulo já deve

estar subentendido e encerrado. Quem ainda hoje tiver alguma dúvida sobre a existência de nossos visitantes longínquos é, simplesmente, porque não está informado dos fatos inequívocos. Isto é matéria para uma espécie de Mobral aos analfabetos para estes sinais.




Mas, é exatamente aí que surge a miscelânea de mensagens que passamos aos interessados e curiosos. É fruto desta falta de critérios científicos que faz com que nos vejam como malucos, ou como ingênuos, ou, ainda, como estelionatários oportunistas.

Devíamos abolir depoimentos sem testemunhos confiáveis, isto é, de pessoas mentalmente sadias. O subjetivismo vem empanando a verdade, que se esconde por trás da dúvida que gera. O aspecto teológico surge exatamente aí. Quando alguém nos diz, ou escreve livros, sobre seus contatos, suas viagens pelas galáxias, que conhece intimamente os seres de lá, e de seus familiares também, e mais não sei o quê, caímos no campo da Fé Revelada. Não há o que discutir, ou refutar. A Ufologia fica, assim, transformada em Religião. Cada depoente vira um Enviado e candidato a ser líder de uma nova corrente de adeptos desesperançosos.

Ora, nossa Civilização não comporta mais indivíduos que se dizem ter um DDD com nossos parceiros de Universo. Basta ligar o "canal" (?!). Ou deixar o "canal" aberto para, a qualquer momento, atender os chamados de longe. Esta é a característica da, assim chamada, Cultura de Massa (não há nenhum toque depreciativo nesta expressão, a qual se tornou técnica em Sociologia). Nesta Cultura, a informação pula de cérebro para cérebro sem o crivo da crítica, da experimentação, da Ciência, enfim. Ela é recebida como uma verdade inconteste. É a Cultura Pré-Científica, do Pré-julgamento, do Pré-conceito, e aí vai. Quando nossos avós nos diziam, não coma leite com manga, ou não aponte o dedo para uma estrela, estávamos sendo contaminados por este entulho cultural que não procede.

E como é forte esta transmissão cultural. Ninguém melhor do que Richard Dawkins, biólogo da Universidade de Oxford - Inglaterra, para acautelar a humanidade contra esta postura anacrônica. Ele tirou do grego a palavra meme, e lhe deu a conotação de ser a partícula de transmissão cultural, assim como, o gene o é da transmissão hereditária. Duas palavras dissílabas, com o mesmo acento tônico, e apoiadas na mesma vogal "e". Claro que foi proposital.

Se alguém duvida que meme exista, está cometendo um equívoco. Um meme é tão ou mais penetrante nas gerações do que um gene. Seu filho irá aceitar o meme Deus, que como um vírus irá parasitar seu cérebro. E ele passará esse meme ao seu neto, este ao bisneto, e aí vai. E, talvez, nem seu filho, nem seus netos tenham seus olhos verdes. Pois bem, boa parte da literatura que temos consultado em Ufologia tenta nos inocular memes com essa falta de critério de verdade.

Gostamos muito de ver a participação de um congressista, em Varginha, Ricardo Varela Correa, que, no papel de um Ombudsman, ou "advogado do Diabo", falando sobre "Análise de evidências ufológicas em fotos e vídeos", mostrou à platéia o quão pouco do que se tem como evidência não passa pelo pente fino da metodologia científica.

A nosso ver, os órgãos de maior destaque em Ufologia brasileira não deviam dar espaço nas revistas, nos eventos, nos grupos de estudos a esses visionários, mesmo que eles aparentem normalidade psíquica e de conduta. Uma pessoa pode ter um núcleo psicótico delirante-alucinatório que em nada perturbe o resto de seu funcionamento cerebromental, seja como um cidadão que gere corretamente os atos de sua vida civil, seja por estar ajustado em sintonia fina com a família, a sociedade, no trabalho, na igreja, no clube esportivo, e por aí vai.

Quando atuo como psiquiatra-forense vejo coisas até piores: psicopatas que mataram pais, avós, irmãos e primos, e que, dentro dos Manicômios Judiciários, apresentam conduta de seres imaculados. Ora, por acaso, tenho em mãos, neste momento, um livro de um senhor chamado Antonio Rossi, com o despretensioso título: "Num disco voador visitei outro planeta". E, vejam bem, em 1995 já estava na 3ª edição (!). E, ainda, quem faz a apresentação deste autor é um General das nossas Forças Armadas. Isto sim, deveria ser acobertado. Ou, por outro lado, isto só pode fazer parte do processo de acobertamento feito pelos militares nacionais e internacionais para ridicularizar a Ufologia.

O título deste pequeno artigo foi usado para mostrar que nem mesmo o advento dos seres do espaço em nossa sala de visitas não responderá aos grandes questionamentos metafísicos de nossa Humanidade. Eles continuarão incognoscíveis à nossa singela razão humana, como diria Kant.

Se a imagem do divisor de águas está batida, façamos o contrário. Usemos o Rubicão de Júlio César: na margem de cá ficam os ufólogos e ufófilos da Ciência, e, do lado de lá, ficam os amantes do sobrenatural, da magia, do mito, os vaidosos iniciados nos saberes ocultos. Entretanto, que lado terá maior razão?
__._,_.___

Estudo do Fenomeno Ovni

Ufologia é ciência?

Saiba mais sobre a ufologia.

















Em novembro de 1977, o primeiro-ministro de Granada, Eric Matthew Gairy, sugeriu a criação de uma agência na Organização das Nações Unidas (ONU) para coordenar os estudos mundiais sobre o fenômeno óvni. A proposta foi adiante e, um ano depois, foi constituído um grupo de trabalho, formado, entre outros, pelos astrofísicos Josef Allen Hynek e Jacques Vallée, pelo engenheiro Claude Poher e pelo astronauta Leroy Gordon Cooper Jr. Pela primeira vez na curta história da ufologia, objetos voadores não-identificados seriam estudados com o aval de uma instituição digna de crédito no mundo todo. Mas os Estados Unidos não gostaram muito da idéia e avisaram que não financiariam qualquer investigação oficial sobre óvnis. Sem o apoio e a grana da maior economia do planeta, a idéia foi engavetada. E ficou uma pergunta no ar: se a ONU tomasse a frente desses estudos, a ufologia seria levada mais a sério?

O estudo de óvnis é um campo minado, no qual os cientistas evitam pisar para não explodir a própria reputação. A maioria dos acadêmicos considera a ufologia uma pseudociência, ou seja, um trabalho destituído do rigor da metodologia científica. Para piorar, dezenas de charlatões tomaram conta das pesquisas ufológicas, com a intenção de explorar a boa-fé das pessoas. Mas há cientistas, com formação acadêmica e reconhecimento público, que adotaram a ufologia como sua especialidade. Como identificar quem é quem no meio desse balaio de gatos?

Primeiro, é preciso entender o conceito. A ufologia investiga o fenômeno óvni - qualquer objeto visto no céu que não possa ser identificado ao primeiro olhar. A hipótese extraterrestre é apenas uma das possibilidades a serem investigadas. "Este é o principal problema da ufologia: a maioria dos próprios ufólogos", diz Rogério Chola, ombudsman da revista UFO. "Eles são os responsáveis por perpetuar os paradigmas de que óvni é o mesmo que nave extraterrestre. "















Esqueça os preconceitos

Os óvnis realmente existem. Pode ser um avião passando entre as nuvens, uma estrela brilhante, um meteoro, um satélite artificial, um balão meteorológico, pássaros. Pode ser um punhado de coisas banais que normalmente não tomariam a sua atenção, mas que, por terem aparecido em condições desfavoráveis - escuridão, neblina, distância -, não puderam ser identificadas de imediato. Os pilotos de aviões comerciais e militares freqüentemente encontram objetos desconhecidos no céu e relatam como óvnis. O papel dos ufólogos é este: buscar uma explicação para os fenômenos. "Se nenhuma dessas hipóteses explicar ou reproduzir o fenômeno, então o objeto continua sendo um óvni. Claro que a hipótese extraterrestre deve ser a última a ser considerada e, caso o óvni preencha certos requisitos, poderá ser enquadrado como um artefato de origem desconhecida da tecnologia humana e da natureza do planeta Terra. Ir além disso é especular sem argumentos convincentes" , afirma Chola.
















As teorias

Atualmente, há quatro teorias sobre o fenômeno óvni. A primeira apela para o racional: óvni é algum tipo de aeronave avançada, secreta ou experimental de fabricação humana, desconhecida ou mal reconhecida pelo observador. A segunda é a mais polêmica: se nenhum fenômeno natural ou tecnologia terrestre servir de explicação, trata-se de uma espaçonave alienígena. A terceira teoria aponta para hipóteses psicossociais e psicopatológicas: quem vê um óvni sofre de algum distúrbio. E a quarta escola apóia-se na religião, no ocultismo e no sobrenatural - os óvnis são mensagens divinas ou diabólicas. Pobre do ufólogo quando as hipóteses de uma tendência misturam-se às de outra. "A ufologia extrapolou os seus limites ao enveredar por caminhos místicos e transcendentais, passando a estudar vida extraterrestre, canalizações de mensagens extraterrestres, contatos telepáticos e entidades de outras dimensões, entre outros, o que a rigor não compete a ela estudar", diz Chola.

Mas a responsabilidade não é só dos ufólogos. Como a ciência abdicou do direito de estudar os óvnis, diversas histórias permanecem sem resposta e adubam a já fértil imaginação do homem. Um dos poucos cientistas que tentaram encontrar uma explicação para o fenômeno óvni foi o astrofísico americano Josef Allen Hynek (1910-1986), fundador do Centro para Estudos Ufológicos e conselheiro do Projeto Blue Book (leia mais na página 22). Nos anos 50, Hynek era cético sobre óvnis e acreditava que as descrições eram feitas por testemunhas que não haviam sido capazes de identificar objetos naturais ou de fabricação humana. Depois de ler dezenas de papéis, porém, ele encontrou relatos de gente instruída - como astrônomos, pilotos, oficiais de polícia e militares - que mereciam um mínimo de crédito. Hynek conversou com físicos que também contaram ter visto objetos voadores impossíveis de explicar à luz dos conhecimentos atuais da ciência. Ele então abandonou o ceticismo, encarou a ufologia como profissão, aplicou a metodologia científica nas pesquisas e foi um dos personagens da frustrada tentativa de abrir a agência coordenadora na ONU.

No entanto, aos poucos, Hynek se tornou um crítico da explicação extraterrestre. Em 1976, ele afirmou: "Tenho apoiado cada vez menos a idéia de que os óvnis são espaçonaves de outros mundos. Há tantas coisas se opondo a essa teoria. Para mim, parece ridículo que superinteligê ncias viajariam grandes distâncias para fazer coisas relativamente estúpidas, como parar carros, coletar amostras de solo e assustar pessoas". No final da vida, ele estava convencido de que os "discos voadores" tinham mais a ver com fenômenos psíquicos do que com veículos alienígenas.

Seja como for, a hipótese extraterrestre vem perdendo das outras teorias por falta de provas físicas. Em 60 anos, nenhum dos milhares de humanos que alegam ter contatado ETs conseguiu apresentar um único objeto comprovadamente de origem extraterrena. O mais famoso ufólogo do século 21, o americano cético Philip Klass, oferece 10 mil dólares a qualquer vítima de abdução que registrar queixa no FBI e deixar a polícia federal americana averiguar o caso. Se for verdade, o denunciante ganha a grana. Se for mentira, será multado em 10 mil dólares e preso por cinco anos. Até hoje, ninguém topou o desafio. H



"O principal problema da ufologia hoje é a maioria dos próprios ufólogos. Eles são os responsáveis por perpetuar os paradigmas de que óvni é sinônimo de nave extraterrestre"

Rogério Chola, ombudsman da revista ufo

Fonte: Revista Superinteressante

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Ufologia - Onde a ciência falhou

Por Andréia Tschiedel

"A primeira condição para ser um cientista é ser curioso. Deve ser capaz de ficar admirado e ansioso para a descoberta." - Erwin Schrödinger, prêmio Nobel De Física 1933.

Uma das mais frustrantes atitudes dentro dos círculos científicos é ter de esperar que um outro grupo/instituiçã o/país estude adequadamente um problema quando não se conta com verba suficiente para se fazer isso por conta própria. Tal coisa aconteceu com a pesquisa sobre OVNIs: quem melhor aparelhado e com mais dinheiro à disposição do que o governo do Estados Unidos para enfrentar esta incógnita?Infelizmente, esta delegação de responsabilidades veio a ter um dos mais funestos resultados para a ciência nos últimos tempos. Eles (os americanos) não só não fizeram direito o trabalho esperado, como influenciaram de tal maneira a opinião pública que até hoje cientistas não querem se envolver com a ufologia.

A história de avistamentos de OVNIs na América começou ao redor de 1896. Centenas de pessoas através de todo os Estados Unidos relataram ver objetos semelhantes a um "dirigível". Aparelhos aéreos alongados, em formato de charuto, alguns com asas ou hélices, foram vistos pairando tranquilamente sobre diversos estados. E isto foi antes dos irmãos de Wright reclamarem a primazia do vôo do primeiro vôo de avião, antes dos primeiros "mais-pesado- do que-ar" que efetivamente voaram, quando os zeppelins ainda estavam sendo idealizados na Alemanha.

Cientistas da época, embora competissem para descobrir o segredo de voar, não deram muita atenção a esta onda de avistamentos, e por boa razão: depois de algum tempo, um número enorme deles provou ser brincadeiras, interpretações erradas de fenômenos regulares, ou maneiras de aumentar o turismo de algumas cidades pequenas. Houve até mesmo alguns espertalhões que conseguiram garantir uma boa quantia em seus bolsos prometendo passeios na aeronave a ingênuos entusiastas. Talvez a única ciência que deveria ter sido aplicada no estudo desta onda fosse a sociologia.. . tivemos aí um exemplo do histeria coletiva.

Havia uma crença comum aos americanos daquela época, a de que em algum canto remoto do país algum inventor desconhecido estava construindo um aparelho que permitiria ao homem se deslocar pelo ar, que depois de pronta seria apresentada aos olhos do mundo. De certa forma foi exatamente isso que aconteceu, segundo a versão americana da história da aviação: dois fabricantes de bicicletas de Ohio, os Wright, construíram o primeiro avião americano funcional. Assim que esta "teoria do inventor solitário" se implantou firmemente nas mentes da população americana, as pessoas começaram "a ver" OVNIs. Ocasionalmente até se encontraram com seu inventor, que ficou conhecido com o nome de Wilson. Wilson nunca existiu mas é um original pedaço da mitologia americana produzida por imaginações super ativas.

A primeira onda de avistamentos "modernos" de OVNIs começou em 1947 e envolveu eventualmente cientistas de várias especialidades. Começou com Kenneth Arnold, um piloto que avistou objetos que voavam em formação de V sobre o Meio-Oeste e relatou seu avistamento publicamente. A Força Aérea ininciou uma investigação e o fato deu início à Era Moderna dos OVNIs.













Para provar que o caminho para conhecer a verdade pode fazer inúmeras curvas e se perder num desvio, devemos falar do papel peculiar que Força Aérea americana teve nas investigações de OVNIs até o início da década de 70. Os militares estavam realmente convictos de que as pessoas estavam relatando armas secretas soviéticas, de modo que se atiraram às investigações com grande ardor, mas pouca eficiência.

Com aumento do interesse público, num processo de retroalimentaçã o, as histórias de avistamentos foram aumentando até 1952. A esta altura, o Pentágono estava de tal modo atolado em relatos de OVNIs que as comunicações militares foram interrompidas. Depois da onda de 1952, a Força Aérea se deu conta de quão perigosos os OVNIs eram. Embora não tivessem nenhuma prova que eram super-armas soviéticas, apenas a existência do fenômeno poderia ser usada como uma grande ferramenta de propaganda pelos russos. O mundo estava empenhado na Guerra Fria e tudo era pensado em termos de ataque e defesa, segurança nacional, infiltrações e estratégias do inimigo. A histeria causada pelo desconhecido podia ser usada contra o sagrado "american way of life", algo que precisava ser defendido de qualquer modo. Para tanto, as providências tomada pela Força Aérea foi classificar todas suas investigações sobre OVNIs, tentando, ao mesmo tempo, desacreditar publicamente as testemunhas de tais eventos ou os explicar com algum fenômeno natural, mesmo que pouca relação tivesse com os fatos. Sua esperança era de que o interesse pelos OVNIS morreria e não daria aos soviéticos nenhuma arma psicológica sobre a imaginação do povo americano.

Aconteceu justamento o oposto. Donald Keyhoe, um ex-major da marinha, começou a se interessar pelo assunto e fundou o Comitê Nacional para Investigação de Fenômenos Aéreos (National Investigation Committee on Aerial Phenomena - NICAP). Ele acreditava que a Força Aérea estava tentando esconder o fato que OVNIs eram naves espaciais de outros planetas, e não que estivesse tentando prevenir a histeria maciça que poderia irromper sob um ataque soviético. O NICAP, que teve em sua primeira lista de diretores um grupo de pessoas de destaque em diversos setores, incluindo diversos oficiais do exército e um almirante naval, começou uma campanha junto aos congressistas por audiências. A Força Aérea ficou receosa de que as audiências poderiam demonstrar sua incompetência ou aguçar ainda mais o interesse público e, consequentemente, criar outras "ondas" de avistamentos, e trabalhou fervorosamente contra isso. O Projeto Sign, a investigação original sobre OVNIs pela USAF, transformou- se no Projeto Grudge, que se transformou no Projeto Blue Book e, foi pouco mais do que um movimento de relações públicas da Força Aérea para assegurar às pessoas que investigava o assunto e fazer o interesse diminuir.

Na metade dos anos cinquenta, "contatados" (pessoas que alegavam ter entrado em contato com a tripulação de naves espaciais alienígenas) começaram a aparecer. No geral o esquema dos contatados pode ser explicado assim: Seres geralmente muito bons e evoluídos vem até a Terra e entram em contato com poucas e selecionadas pessoas, quase sempre sem testemunhas, quando então transmitem mensagens de importância cósmica. Os contatos entre o seres e os eleitos se repetem e as mensagens recebidas são transmitidas à seguidores crédulos e sem muito espírito crítico, o que termina por gerar um movimento de culto aos seres alienígenas e transformando os contatados nos líderes óbvios da seita. Creio que é bem razoável dizer que muitas dessas pessoas apresentavam alguma desordem mental, de um tipo ou de outro. Outros, eram apenas aproveitadores. E foram estas pessoas que transformaram as investigações sobre OVNIs em um circo de cinco picadeiros. Mas mesmo aqui, cientistas tinham uma possibilidade de aprender: Um psicólogo ou um sociólogo poderia se dedicar anos de estudo ao tipo especial de insanidade ou cupidez destas criaturas.

Mas a grande tragédia foi que, durante este período, a ciência voltou-se contra si mesma.

Antes dos cultos que foram criados em torno dos contatados, a teoria que prevalecia na comunidade científica era que os OVNIs eram algum tipo de fenômeno natural ainda não documentado: padrões estranhos e raros de meteorologia, truques óticos exóticos sendo jogados aos olhos dos desavisados, etc. A maioria concordava que que a idéia de OVNIs como naves espaciais aliens era divertida mas pouco plausível. Quando o culto dos contatados apareceu e os OVNIs começaram a ser associados automaticamente a seres extraterrestres, os cientistas prontamente resolveram manter distância daqueles doidos, abandonando completamente um campo de pesquisa promissor. Nada pior do que ser alvo de zombarias. O ridículo que cobria qualquer suspeito, mesmo que fosse apenas de se interessar em OVNIs, era tão destrutivo à vida e à reputação quanto ser acusado de ser um comunista durante o tempos da guerra fria. Quando o Dr. James McDonald atestou ao congresso que o uso do transporte supersônico (SST) diminuiria a camada de ozônio e causaria 10.000 novos casos de cancer da pele nos EUA a cada ano, o senador Ted Kennedy o atacou por ter se tornano uma referência em ufologia. Foi ridicularizado no congresso, apesar do fato que suas alegações sobre o SST tivessem embasamento científico. Pouco tempo mais tarde, com sua carreira em decadência, ele se suicidou. A luta de McDonald por uma investigação ufológica realmente científica é um capítulo à parte e suas revisões dos procedimentos da USAF são considerados modelares.


A única pessoa a se salvar dessa fogueira de reputações foi J. Allen Hynek. Astrofísico bem-considerado, começou a ajudar a USAF a investigar alegações os OVNIs já em 1947. Era um homem tão cauteloso e metódico que levou 20 anos para expôr suas opiniões e declarar que a força aérea realmente não investigava as coisas corretamente, e que havia motivos e espaço para um estudo científico sério. No final, Hynek estava certo. OVNIs certamente não são superarmas soviéticas, mesmo porque os avistamentos continuaram após a queda do comunismo na Rússia, para não mencionar que os russos, por sua vez, pensaram que o OVNIs que avistavam eram algum tipo de arma secreta americana - atitude simétrica ao inimigo ideológico.

Uma parcela grande dos avistamentos de OVNIs é certamente devida à erros de identificação de balões climáticos, de aviões ou do brilho de planetas, de estrelas ou de outros fenômenos astronômicos ou meteriológicos. Uma parcela maior cai certamente sob a categoria de alucinações, de produtos de mentes doentes, e de fraudes. Entretanto, há ainda um grande número casos que permanecem insolúveis e não-investigados (O Projeto Blue Book classificou 20% dos casos que relatou como "Não Identificado" e o Relatório Condon deixou inexplicado mais de um terço dos casos que pesquisou). Infelizmente, estes casos foram deixados nas mãos de investigadores esparsos, sem condições financeiras e/ou teóricas de os pesquisar adequadamente.

Ninguém é melhor preparado para investigar OVNIs do que os cientistas, e, como um todo, nenhum grupo negligenciou tanto a sua vocação natural, a de desvendar os mistérios do mundo físico, como os cientistas o fazem ao se recusar a tratar deste assunto em uma investigação imparcial. Os cientistas estão perdendo a oportunidade de explorar o inexplicado, possivelmente descobrindo fenômenos meteorológicos novos, novos fenômenos químicos ou biológicos ou, no mínimo, uma compreensão melhor do funcionamento e esquisitices da mente humana.

Fonte: BURN


segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A Ufologia e Você




















Por Laura Elias


Quando você procura por Ufologia nos dicionários da lingua portuguesa, é encaminhado para a palavra ovniologia que, por definição, significa:

Segundo o Aurélio: ovniologia - [De óvni + -o- + -logia.] S. f. 1. Ciência, estudo ou tratado acerca dos óvnis; ufologia.
Segundo o Michaelis: ov.ni.o.lo.gi.a - sf (óvni+o+logo +ia) Ciência ou estudo sobre os óvnis; ufologia.

Cabe aqui uma observação a mais sobre OVNIs: OVNIS são objetos voadores não identificados. Nesta categoria entram muitos objetos que são vistos e erroneamente confundidos com naves de outros planetas ou dimensões. As vezes mesmo formações de pássaros em vôo vistas no horizonte, outras vezes satélites, aviões, balões, etc., são fotografados ou filmados e conforme o ângulo e a incidência da luz, são confundidos, à primeira vista, com discos voadores. Isso, claro, sem falar nas fraudes. Após as análises de filmes e fotos, e descartadas as imagens que são esclarecidas, algumas ainda permanecem sem uma explicação, digamos, ortodoxa. Estas imagens, associadas ou não a relatos, e evidências físicas como marcas de solo, flora, fenômenos eletrostáticos, etc é que se configuram em objeto de estudo da ufologia ou ovniologia.

Ufologia ou ovniologia, não importa a denominação. Ambas (que são a mesma) estudam os ufos ou ovnis. Na verdade estudam em termos, porque até onde se saiba, nenhum grupo ufológico tem um ufo em mãos para estudá-lo. Ninguém sabe como eles se transportam, se usam combustível ou não, como fazem para armazenar a imensa quantidade de energia necessária para sua locomoção, como os seres que o pilotam suportam a enorme radiação espacial, que leis físicas eles obedecem. São da nossa dimensão? São de outra dimensão? São sólidos? São um holograma? Viajam no espaço-tempo linear? Usam os tais buracos de minhoca?

Neste ponto e com tantas perguntas, seria mais lícito dizer que a ufologia é um estudo de possibilidades. Aí abre-se o leque delas. Pode ser um fenômeno sociológico, antropológico, psíquico, transcendental, físico, e por aí a fora. Pode ser tudo isso junto, pode não ser nada disso.

A maneira que se encontra para estudar um objeto que não existe, que não se pode tocar, nem virar, nem abrir, é por hipóteses. E para isso precisa-se de um referencial teórico que dê base às tais hipóteses. Ou seja, tem que ter um ponto de partida, tem que ter um método, uma organização para seguir durante o estudo em questão. Pode-se estudar um caso isolado, fotografar, colher depoimentos das testemunhas, da água, do solo, das plantas. Aí estuda-se outro caso e outros...e compara-se os resultados, tentando encontrar um elo comum entre eles. Algo que possa ser descrito como um tipo de padrão. Mas, isso é difícil de encontrar dentro da ufologia, de uma maneira geral, há tipos, formas, sons, silêncios, cores... tudo é muito variável. Porque?

E este é apenas um dos pontos. É necessário que se conheça um pouco de Física e dentro desta, de astronomia. Algum conhecimento de psicologia também é importante e de mecânica quântica , para que se possa entender as testemunhas, e os poderes estranhos que algumas passam a desenvolver após os contatos com este fenômeno. Conhecimentos de história e arqueologia também são bem vindos.













Nesta altura, se você leu até aqui, deve estar se perguntando: "Pô! Eu tenho que saber de tudo?" Não, mas você tem que ter base de raciocínio, e para isso tem que ter informação. E para ter informação, você precisa de duas coisas: leitura e reflexão. E muito senso crítico. A leitura informa, a reflexão qualifica o que você leu, ajuda você a encaixar as coisas que conhece dentro daquilo que aprendeu. E o senso crítico faz você ter critérios de avaliação. Inclusive e principalmente de você mesmo.

E sabe do que mais? Conforme você for lendo, e pensando sobre aquilo que você lê, cada vez mais você vai saber que não sabe nada sobre muitas coisas, e vai sentir a necessidade de se informar mais e melhor. E, principalmente, você vai poder separar o joio do trigo em muitas áreas. Vai saber quando uma pessoa está falando uma rematada besteira, ou uma grande verdade.

Mas, o mais importante de tudo isso: você vai se situar como pessoa. Quanto mais você pesquisa as possibilidades do fenômeno ufológico, mais você vai se conhecendo, mais vai ampliando a sua capacidade de valoração interna. E mais vai descobrir quem é você, qual é o universo que lhe cerca, quais são seus potenciais e quanto você pode contribuir para ampliar a capacidade das outras pessoas. E tudo isso, apenas porque você resolveu entender o que é a ufologia.

E o que mais este mundo precisa neste momento, é de pessoas que possam contribuir de alguma forma para melhorar o entendimento coletivo, conter a insanidade reinante e acrescentar na vida de outros um pouco de esperança concreta. Acredite, não há de se temer o misterioso. O mistério é um quarto escuro onde você, por não ver nada, imagina que contenha tudo; mas quando você acende a luz, o mistério acaba. Você sabe exatamente o que está lá dentro. E vai poder, então, partir pra acender a luz no próximo quarto que encontrar.

Talvez você ache que isso não tenha nada a ver com ufologia, mas tem tudo a ver com ela. Desde marcianos verdes com anteninhas, até seres de pura luz ou que sejam puro estado de consciência, tudo é possível. Peneirar as possibilidades, sempre com a mente aberta, um bom arsenal de informações e muita paciência, este é o trabalho do ufólogo.

"Os pés na terra, o pensamento e o coração nas estrelas."

Fonte: BURN

ASPECTOS DA UFOLOGIA













A ufologia hoje está muito enraizada, com ramificações que nos leva a vários campos de atuações de pesquisas sendo através de vários aspectos que possamos ver, estarão sendo projetados resultados diferentes de caso a caso, com diferenças típicas da ufologia. Dentro de aspectos psicológico, religiosos, governamentais, lendas, culturais, manifestações de fenômenos, fraudes, esotérico entre outros. Por causa da incidência muita grande de casos e abduções está sendo dividida estes aspectos diferentes dentro da ufologia.

Hoje a ufologia está sendo utilizada em campos distintos, sendo mais diversificadas a áreas de estudos para uma análise dos casos pesquisados. O conhecimento da pesquisa de campo que é fundamental para o ufólogo como área da psicologia que deve ser usada dentro de análises de relatos e casos mais intensos como abdução, onde vítimas trazem traumas pós abdução, como geralmente os casos de abdução são dificilmente lembrados pelos os abduzidos, com um percentual de 90% de casos onde os mesmos não lembram. Nestes casos a ufologia já disponibiliza da técnica da hipnose regressiva, onde faz com que o abduzido tenha uma regressão no tempo até o momento do fato, onde através de várias sessões de hipnose é concluída os verdadeiros acontecimentos. Dentro agora dos aspectos de casos que os abduzidos tem total lembrança dos acontecimentos, fica mais fácil uma análise dentro do aspecto psicológico, onde através destas abduções pessoas tem como efeito de resultados os casos de manifestações paranormais, que ainda estão em estudos.

Traumas psicológicos são normalmente ocorridos em pessoas que são levadas a bordos de naves e são submetidas a rigorosos exames biológicos na lembrança desses acontecimentos trazem certos receios entre os abduzidos, mas pelo contrário em alguns casos trazem certos desejos de uma outra possível abdução, e casos também que já aconteceu abduções frequentes sendo casos de pessoas chamadas de "contatados", permanência frequente de de abdução. Resultados com manifestações de mudanças de personalidade, conhecimento rápido de algumas áreas distintas, manifestações de curas milagrosas e formações de grupos de terapias com atendimento ao publico. Casos mais aprofundados de abdução, algumas pessoas implantam grupos de ufologia esotéricos, com ramificações nas áreas das escolas de linhagem umbandista, com canalizações de alguns seres que segundo os abduzidos, incorporam ou fazem outra manifestação de suas visitas através da psicografia, outra área já também ultilizada dentro da ufologia.

Dentre todos esses aspectos acontece casos lamentáveis como pessoas que tornam a ufologia como uma religião e seguem para resultados mortais, como suicídios e rituais satânicos.

Para uma análise de casos mais conhecidas dentro da ufologia são os avistamentos, onde será ultilizada vários conhecimentos de técnicas de pesquisa de campo, pois há uma variação grande de distorções de casos de avistamentos e também até fatos de serem confundidos com avistamentos de satélites, aviões, helicópteros e estrelas... dentro de um contexto de ramificações de fatos, acontecimentos e resultados de fenômenos que a ufologia teve que se aprofundar nestes campos de conhecimento que ainda é campo de estudo.

Fonte: Upupi

Reflexões sobre a Ufologia
















1. INTRODUÇÃO


Os avistamentos de objetos estranhos sobrevoando os céus, fazendo manobras bruscas, praticamente impossíveis para o nível de conhecimento tecnológico do homem, bem como os relatos de pessoas que tiveram contato com seres diferentes dos humanos, que falam de acontecimentos futuros e que determinam missões aos contatados, têm sido uma constante no decorrer da História.
As lendas, os "causos", muitas histórias da Bíblia e até mesmo dos indígenas parecem mostrar que existe um "algo mais" que ainda não se sabe muito bem o que é, mas que interfere nas atividades humanas.

Com o desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia, o que era apenas um relato , passou a ser fotografado, filmado, acusado nas telas do radar e testemunhado por pilotos altamente qualificados e por pessoas respeitáveis. Assim, a partir de 24 de junho de 1947, quando Keneth Arnold avistou e descreveu o deslocamento de objetos voadores não identificados sobrevoando o monte Rainier, nos Estados Unidos da América, as coisas começaram a mudar.


Surgiram relatos de avistamentos de objetos voadores não identificados pelo mundo inteiro, alguns pesquisadores se interessaram pelo estudo do fenômeno e nasceu a Ufologia ou Ovniologia, isto é, a ciência ou o estudos dos objetos voadores não identificados.


O objetivo do presente trabalho é discutir a Ufologia como ciência e, principalmente, os métodos por ela utilizados no seu campo de estudo.



2. UFOLOGIA E METODOLOGIA CIENTÍFICA

O elevado número de relatos e testemunhos, os filmes, as fotografias e sinais de radar ao redor do mundo, inclusive a manifestação de autoridades, em especial de comandantes da Força Aérea de diversos países, atestam que o fenômeno dos objetos voadores não identificados existe.

Por outro lado, os estudos da maioria dos casos de avistamentos e contatos são meramente descritivos e, muitas vezes, assemelham-se a contos de realismo fantástico, que acabam provocando medo em algumas pessoas e chacota em outras, a despeito da seriedade do pesquisador, da coerência das várias testemunhas e das semelhanças na forma de contato.


Não se pode negar que a existência de muitos pesquisadores despreparados, em busca de renome e notoriedade, tem contribuído para o descrédito da Ufologia junto à população e à comunidade científica. Isto é agravado pelo fato de não haver provas materiais que possam ser analisadas em laboratórios oficiais, quantificadas e comparadas com provas coletadas nas diferentes partes do mundo, como exige a Metodologia Científica.


Dessa forma, sem provas além do testemunho das pessoas, a Ufologia pouco difere da Religião, na qual existem dogmas que "explicam" o que não é compreendido. O restante é uma questão de se ter ou não Fé, de acreditar ou não acreditar.

Principalmente, com o surgimento do "ufocultismo" e dos "mistagogos" - elos de ligação entre os seres extraterrenos e os terráqueos que estão em busca de um caminho, em busca de luz em sua vida de sacrifícios e dificuldades econômicas.


É interessante observar que algumas perguntas continuam sem resposta: Por que, em todas as civilizações, a salvação vem dos Céus? Por que e do quê o homem precisa ser salvo? Por que algumas pessoas têm contato com "deuses" e tornam-se seus porta-vozes? Por que existem "missões" a serem cumpridas?


Assim, nenhum pesquisador sério arriscaria a sua carreira e a sua credibilidade envolvendo-se com um estudo que, apesar do esforço de alguns poucos ufólogos respeitáveis, não incorporou a Metodologia Científica em seu trabalho; e onde os leigos e "donos da verdade" se apropriam e destróem as possíveis provas, não contribuindo em nada para o avanço do conhecimento.


Isto faz lembrar os primórdios da Ciência, onde se especulava sobre os fenômenos naturais e "autoridades" escreviam tratados, resultantes de elocubrações filosóficas, e elaboravam "leis" que foram seguidas por anos a fio pelos "cientistas", com provas cabais inclusive, como foi o caso da "geração espontânea".


Atualmente, já se conhece bastante sobre os fenômenos naturais e, no entanto, a Ciência não escapa das fraudes. Em 1912, por exemplo, Charles Dawson, advogado que se dedicava à Geologia nas horas de folga, anunciou a descoberta de um fóssil de crânio humano e mandíbula de macaco, na comarca de Piltdown, e que seria o "elo perdido". Os pesquisadores debruçaram-se sobre a "descoberta" por cerca de 40 anos até atestarem a fraude. Já em 1974, William Summerlin disse ter resolvido o problema de rejeição nos transplantes. Mais tarde, verificou-se que ele havia pintado a pele das cobaias com caneta hidrográfica, as quais, logicamente, não apresentaram rejeição à pele que (não) foi "transplantada".


Pode-se perguntar : Se na Ciência formal e oficial, onde todos os trabalhos são feitos com todo o rigor e passam por uma equipe de consultores renomados antes de ser publicados e são passíveis de ser repetidos em outros laboratórios para confirmação dos resultados, ocorre fraude, o que se pode dizer da Ufologia, onde o fenômeno é único, ou seja, não há possibilidade de ser repetido, depende da disposição e do estado psicológico das testemunhas, do nível de instrução, do discernimento e da vaidade do pesquisador, mesmo que tenha sido fotografado e filmado? A probabilidade de fraude é bem maior!


Alguns ufólogos têm acusado as autoridades governamentais de omissão quanto ao fenômeno, de esconderem provas (que provas?), de não apoiarem e dificultarem as investigações. Para este caso, também vale a observação feita acima, isto é, nenhuma autoridade ou instituição governamental vai arriscar a sua credibilidade frente à comunidade internacional, tomando partido de um estudo, até o presente momento, especulativo (com poucas exceções), no qual não existem provas concretas, tampouco quantidade suficiente de estudos sérios e comprovados, apenas relatos. Serio como apoiar o Espiritismo, a Astrologia, a Umbanda e a Magia.


Mas o fenômeno existe! Correto. Nesta exposição isto não foi negado. Contudo, procurou-se mostrar que o fenômeno não tem sido estudado cientificamente e com o rigor necessário para Ter a credibilidade de ramo da Ciência. E por Ciência entende-se "todo um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigido ao sistemático conhecimento com objetivo limitado, capar de ser submetido a verificação" (FERRARI, A . F. 1982. METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA. São Paulo, McGraw-Hill. 318 p.)




3. CONCLUSÕES

Existem centenas de relatos de avistamentos e de contatos com objetos voadores não identificados com características comuns, tornando possível a elaboração de uma hipótese a respeito do fenômeno.

Deve-se esgotar todas as possibilidades nos campos da Sociologia, da Psicologia, da Antropologia, da Física, da Química e da Biologia, deixando de lado os "argumentos de autoridade", o maniqueísmo e as especulações, para que o fenômeno seja considerado extraterreno.

A partir daí, será necessário um esforço concentrado no levantamento de provas reais, que fiquem à disposição de especialistas competentes, que sejam analisadas em laboratórios oficiais, que sejam comparadas com o material coletado em outros países para verificação de sua natureza espacial ou terrena; ou que sejam armazenadas em local segura para exame futuro, quando a Ciência tiver avançado mais alguns passos.
Somente assim, a Ufologia será considerada um estudo científico.

(Publicado na Revista BRASÍLIA nº 61, julho/agosto de 1993, p. 22-23)