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domingo, 29 de junho de 2008

A bordo de um disco voador




O CASO DE JOSÉ FLORÊNCIO - O primeiro a pesquisar esse caso foi o saudoso jornalista e músico, Cataldo Bove. O senhor José Florêncio nasceu no dia 22 de setembro de 1923, na cidade de Vinhedo-SP, Brasil. No dia 27 de junho de 1.996, estive em sua residência, onde colhi o seu depoimento, que vem complementar as investigações já levantadas sobre este curioso caso ocorrido no interior paulista.

José Florêncio conta como se deu sua inesquecível experiência, ocorrida quando ele tinha de oito para nove anos de idade: “Hoje tem nome: rua Sampaio Peixoto, mas naquele tempo não tinha nome, porque aquele era um bairro que começava a se formar. Cruza com a rua dos Alecrins, no Cambuí. Foi em 1931, não posso precisar a hora, mas deve ter sido um sábado, porque o meu pai trabalhava na prefeitura e estava de folga. Era tempo de calor. Nós estávamos jogando bola de meia (meia cheia de papel), em frente ao cortiço de nome Barroquinha, na esquina, no meio da quadra da rua Sampaio Peixoto e rua dos Alecrins, era um beco, porque não tinha continuação. Joguei bola até umas 17h. Os colegas foram para o cortiço, chamado Barroquinha e eu fui para a chácara de Júlio Vitorino, a 50 metros da rua que estávamos jogando e que hoje é a rua dos Alecrins, em frente à Praça dos Municípios, eu morava na chácara de Júlio Vitorino”.

Naquele instante surgiu um objeto voador se aproximando e, segundo a testemunha, quando o objeto pousou perto dele, o vento fez sua camisa balançar. Conta ele, “Quando veio o aparelho, parou na altura de uns 60 centímetros do solo, desceu uma escadinha, tocou o chão. A escada tinha uns 60 centímetros de largura. O disco fazia o barulho de motor de geladeira: um ruído silencioso. Era cor de chumbo, escuro, fosco. Quando vi, já estava parando a um metro de mim. Quando pensei em correr a porta se abriu e rápido me apanharam. Uma pessoa me apanhou. Quando vi já estava na porta, a porta aberta, aberta para dentro do disco e tinha um de cada lado da porta, além do que estava comigo”.

'A porta, por dentro, era fechada por uma roda volante.
O comandante me conduziu até o buraco na parede'

CRIATURAS INTELIGENTES - Segundo Florêncio, os seres usavam trajes lisos e tentaram se comunicar por mímica, mas ele não entendia nada. Os únicos que tiraram o capacete foi o comandante e a mulher, os outros dois, permaneceram como guardas, ficaram dentro, também de capacete. “Aí, eu me pus a chorar, a gritar e fui conduzido à frente do aparelho onde tinha os painéis. Não tinha volante, tinha alavancas e bastante botões amarelos, verdes, vermelhos e roxos. Alguns piscavam, hora um, hora outro... Não eram todos. Em frente do painel tinha mais uma pessoa, era uma mulher e ela dirigia o aparelho. O que me pegou tirou o capacete, era um homem, acho que era o chefão, porque ele é que dava ordens. Ele usava uma touca de piscina e o capacete com antenas. Todos capacetes tinham antenas”, declarou.

José Florêncio disse que, “no sufoco”, não soube precisar outras coisas. Mas informou que eles conversaram entre si, em tom baixo, num idioma “tipo de língua alemão”, segundo informou. Sobre os tripulantes, ele relembra que, “As roupas de todos eram da cor verde-oliva cintilante, o capacete era de cor verde-oliva, as botas eram pretas e as luvas e roupas da cor verde-oliva cintilante. Perto dos painéis ela tirou o capacete e tocou o meu rosto, procurando me acalmar. Ela não tirou as luvas, ninguém tirou as luvas. Fui conduzido para um aparelho nos fundos, onde foram feitos os exames. No fundo da parede havia um buraco, tudo da mesma cor. Havia uma luz amarela em cima; calculo hoje, de uns 20 centímetros; não piscava; era ela que iluminava tudo dentro. A porta, por dentro, era fechada por uma roda volante. O comandante me conduziu até o buraco na parede”.

'Quando estava parado, o ruído era de geladeira, depois,
aumentou um pouco o volume, não era ruído violento'

INÍCIO DA DÉCADA DE 30 - Seu relato coincide com outros casos de abduções registrados pela literatura ufológica, lembrando que, este se passou em 1931, portanto, bem antes de iniciada a chamada “era dos discos voadores” (1948). Florêncio contou que, antes de ir ao dito “buraco” situado na parede interior do UFO, ele foi submetido a uma espécie de exame, conforme relatou, “tirei a camisa; o comandante desabotoou a camisa e eu a segure. E ele, com os ouvidos, examinou as costas, onde havia colocado uma toalha branca. Era como se fosse de seda, mas era branca. Examinou as costas, o peito, acho que é o coração, com os próprios ouvidos; os olhos, examinou com os dedos; a boca, abrindo a boca. Depois as mãos espalmadas, voltadas para cima; tocou nas mãos, com as suas mãos nas luvas. Arrumei a calça meia-cana, a camisa havia sido desabotoada e descida no próprio corpo; voltei a camisa e ele a abotoou. Ele me levou até o buraco na parede, entrei e ele estalou os dedos e fui preso pela testa e pela cintura, por faixas parecidas com cinturão de bombeiros. Eu me movia, mas não tinha como sair do local. Movia os braços e a cabeça e os pés, mas não tinha como sair”.

A testemunha pôde reparar também o desempenho do veículo voador, como afirma, “Depois que fui preso, o aparelho (o UFO em que se encontrava) começou a funcionar mais forte: o ruído aumentou. Quando estava parado, o ruído era de geladeira, depois, aumentou um pouco o volume, não era ruído violento. Aí, zarpou, para onde tem uma depuradora do Departamento de Água e Esgoto, passou por cima da depuradora, passou por cima da mangueira e foi para a olaria, ficava na ponta da rua Lopes Trovão, Taquaral, perto da linha da Mogiana (estrada de ferro). Olhei tudo isso pela janela. Depois ele subiu e comecei a ver o painel, uma espécie de televisão, mas não posso distinguir”.

Sobre a fisionomia e aparência dos tripulantes, pelos seus cálculos, a altura deles deveria ser em torno de 1,60m, pois Florêncio tinha cerca de 1,50m de altura e eles deveriam ter uns 10 centímetros a mais, segundo seus cálculos. A cor da pele era branca. Os olhos de todos eram azuis; cabelos aloirados - entre loiro claro e escuro; rosto afilado: começa largo em cima e vai afinando para baixo. Os olhos eram normais como os nossos; sobrancelhas, idem. A cor dos lábios e suas orelhas também eram normais. Reparou que os seres não tinham nenhum pêlo, tipo bigode. A boca era um pouquinho menor do que a nossa.

'O ‘chefe’ desceu a escada ao meu lado, pisou no chão; aí, ele estava com o capacete.
Os dois ficaram na porta, do lado de fora, na plataforma. A mulher ficou lá dentro'

DETALHES INTERESSANTES PARA A ÉPOCA - Pôde também observar as luzes do veículo, “À noite o disco estava todo iluminado: em cima tinha uma luzinha vermelha e nos lados, focos de luz, que acendiam e apagavam. Era de cor florescente, azuladas, tipo de um laser. Hoje eu sei, porque a gente vê por aí. As luzes azuladas piscavam todas ao mesmo tempo”, disse.

Durante sua experiência, observou também, o que deveria ser o abastecimento daquele estranho veículo voador, “Num certo momento, o comandante estalou os dedos e um dos que estavam de guarda, pegou o vasilhame que estava embutido na parede. Pegou o vasilhame, tudo sem rebite. O vasilhame era do tipo de um latão escuro, cor de chumbo. Levou-o até o centro do piso, puxou uma tampa, abriu o latão e despejou o líquido, cor de metal escuro: um líquido viscoso, como o nosso óleo diesel, mas só que quando ele corria, dava a impressão que era um metal que corria lá”, descreveu. Segundo ele, depois que foi colocado o líquido do tal vasilhame o veículo voou.

Sobre esse veículo, observou que o piso do mesmo era tipo xadrez metálico e o restante era cor de chumbo. Quanto aos impactos sofridos por ele durante a viagem a bordo do tal veículo voador, ele afirma que, “Não senti quase nenhum deslocamento: quando ele ia reto eu não sentia nada, quando ele virava eu sentia um pouco”.

Depois de vivenciar estes raros minutos de sua vida, Florêncio nos contou como foi trazido de volta, “O mesmo que me recolheu me devolveu. O ‘chefe’ desceu a escada ao meu lado, pisou no chão; aí, ele estava com o capacete. Os dois ficaram na porta, do lado de fora, na plataforma. A mulher ficou lá dentro. No chão, ele deu uns tapinhas no meu ombro, como quem diz: ‘Pode ir embora’. Aí eu fui andando. Eu tentei correr, mas me acalmei e fui andando. A luz ia iluminando o meu caminho. Depois que o comandante desceu comigo, ele andou até um metro da escada, subiu, foi para a plataforma, estalou os dedos, a escada se recolheu e não dava para saber de onde ela tinha saído... O ‘disco’ ficou parado e o foco de luz me acompanhou. Não sei de onde o foco de luz saía”.

'Meus pais estavam apavorados e queriam saber onde eu estava.
Contei que tinha andando dentro de uma coisa.
Meu pai me deu uns tapas no rosto, porque não acreditou.

O RETORNO - Relembra detalhes de seu retorno, “Calculo que eles me devolveram por volta de 1h da madrugada, no mesmo lugar em que me pegaram, depois, jogaram um foco de luz para que eu visse onde andava. A luz foi me acompanhando até o portão da chácara, no portão de madeira, de tramela. Após isso, eles sumiram, com o mesmo ruído de motor de geladeira. Nunca o disco encostou o chão”.

Enquanto esteve dentro do objeto ele não dormiu, não sentiu sono, nem fome ou sede. Relembra quando chegou em casa, “Cheguei no portão, entrei em casa. Meus pais estavam apavorados e queriam saber onde eu estava. Contei que tinha andando dentro de uma coisa. Meu pai me deu uns tapas no rosto, porque não acreditou. Contei detalhadamente aos meus pais e eles disseram que eu estava ficando louco. Fui dormir, estava cansado e nervoso com aquela coisa toda. Não comi nada”. Durante aquela noite, o senhor José Florêncio teve pesadelos, “Dava a impressão que eles estavam de retorno, para me pegar”, confessa. No dia seguinte, acordou pelas 9h, era um domingo, reclamou que dormira mal ao longo daquela noite.

Passados de 15 dias de sua experiência, José Florêncio foi internado na Santa Casa de Misericórdia de Campinas, com feridas pelo corpo. Elas surgiram de forma inexplicável, do ombro para baixo; nada na cabeça ou no rosto. Disse ele, “As feridas pareciam picadas de inseto. O médico disse que era amarelão e que havia vermes no meu corpo. Pareciam feridas de sarampo. As feridas coçavam; era ferida seca”.

Durante um período de 15 dias antes da internação, não sentiu fraqueza, o apetite, fezes, urina e seu sono permaneceram normais. Ele informa que foi para a Santa Casa, porque a sua mãe trabalhava como lavadeira no local e lá permaneceu internado por mais de um mês. Segundo ele, durante a internação “as feridas foram saindo, até que sumiram”. Durante a internação perdeu o apetite e comia pão, leite e maçã frita. Não ocorreu nenhuma alteração com os cabelos ou unhas. Junto com as feridas, teve frieira nos pés; tomou vermífugo e muitas Pílulas do Doutor Ross e Biotônico Fontoura, sendo atendido pelo doutor Roldão e Toledo.

Depois da recuperação, Florêncio informa que trabalhou na Santa Casa por mais quatro meses, ganhando mil réis por mês, na época da Revolução de 1932, quando ajudava a servir o café para os pacientes do hospital.

* José Carlos Rocha Vieira Júnior é professor de História e ufólogo desde 1974.

- Ilustração: Fábio Vieira, para UFOVIA.
- Produção: Pepe Chaves.
© Copyright, 2004-2008,
Pepe Arte Viva Ltda




quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Um incrível passeio de disco voador

O fantástico caso do advogado paulista que teria experimentado

o vôo de uma nave desconhecida saída do mar em São Sebastião/SP.



Por Mário N. RANGEL*

De São Paulo

Para UFOVIA


João de Freitas Guimarães, aos 47 anos de idade, chegou no fim da tarde de 16 de julho de 1956, quase meio século atrás, a São Sebastião, no litoral norte do estado de São Paulo, para cuidar de um caso de terras de cliente de seu escritório de advocacia, o que faria no dia seguinte no Fórum. Na ocasião ele era também professor de Direito.

Hospedou-se em hotel e após jantar uma sopa, saiu a pé para um passeio pela praia
que tem bem à frente e a poucos quilômetros de distância a Ilha Bela. Após ler placa de bronze comemorativa à fundação da cidade, caminhou pequena distância em direção norte, no sentido de Caraguatatuba, sentou-se e ficou ouvindo o marulhar e observando a natureza.


DISCO VOADOR – Subitamente viu um clarão e elevar-se um forte jato de água do mar parecendo o de uma baleia e um objeto veio voando até perto dele, onde pousou parte na água e parte na areia da praia sobre esferas de um trem de aterrissagem. O objeto tinha cerca de 20 metros de diâmetro por 6 metros de altura e parecia-se com dois arco-íris unidos formando uma tarja no centro.


Tinha um cheiro ácido, acre, desagradável. Apagou-se e por uma abertura na parte de baixo desceu uma escada flexível e saíram dois vultos altos, que caminharam na direção do advogado, que se levantou e perguntou em português se tinha ocorrido algum desarranjo, se podia prestar algum serviço, se queriam alguma coisa dele.

Como não responderam, o Dr. Freitas Guimarães insistiu perguntando o mesmo em francês, inglês, italiano, espanhol. Não responderam, mas ele intuiu que lhe disseram duas vezes “se quiser conhecer o nosso aparelho e fazer nele, mesmo, uma pequena viagem, venha”, e deu-se conta que estavam em franca comunicação telepática.

Quando decidiu aceitar, um dos visitantes deu-lhe as costas e dirigiu-se ao disco voador, subiu os degraus com facilidade e o Dr. Freitas Guimarães o acompanhou seguido pelo outro.

Chegaram a uma sala onde havia uma espécie de cone cujo ápice estava no centro da nave e que separava compartimentos. Ao fundo desse local havia espécie de divã, simples, feito de material desconhecido, parecendo couro, macio e acima do espaldar havia dois aparelhos com círculos concêntricos e iluminados contendo linhas quadriculadas com pontos, grupos de pontos e anotações escritas. No seu centro havia três agulhas sendo uma central mais longa e duas laterais menores que estavam em movimento. Anos depois, quando procurado pelo comandante do Navio Escola Almirante Saldanha, da Marinha Brasileira (que foi sobrevoado por um disco voador em 16/01/58) o Dr. Freitas Guimarães foi informado que esse aparelho era um radar altamente especializado. Acima do sofá onde se sentou havia vigias que permitiam visão externa.

'A impressão que tinha era que a nave estava parada e as nuvens se moviam.

A velocidade era enorme. Em certo momento o aparelho trepidou'















O objeto, em desenho do Dr. Freitas Guimarães


DE VOLTA A SANTOS
- O Dr. Freitas Guimarães caminhou até o hotel, acertou o relógio que tinha parado, pagou a conta e voltou para Santos pela rodovia [naquela época ainda não havia a rodovia Rio-Santos e a viagem se fazia em
estrada sinuosa por cerca de 8 horas]. Chegou em Santos por volta de sete a oito horas depois, de madrugada e contou o ocorrido para sua esposa. Depois falou sobre o assunto apenas a poucos amigos íntimos, mas cerca de um ano depois a história vazou e o político Dr. Lincoln Feliciano a revelou para um jornal que a publicou com erros, poucas semanas antes do encontro com os ETs, o que provocou grande interesse jornalístico. A partir desse episódio o Dr. Freitas Guimarães passou a ter intuições inexplicáveis e verificou que isso ocorre com outras pessoas que tiveram
experiências similares, baseado em
cartas que recebeu, inclusive de militares
norte-americanos que se sentiam

dominados pelos ETs.


PASSEIO SIDERAL - Dentro da nave havia um total de cinco tripulantes. Os três avistados tinham cabelos longos e loiros, olhos claros, e um olhar de muita clareza, pele sem rugas, trajavam uma espécie de macacão cor de cana, verde claro, estreitado com barras no pescoço, punhos, cintura e tornozelos. Usavam uma botina flexível de material parecido napa. A seguir ouviu um ligeiro ruído, percebeu um pequeno trepidar, sentiu que decolaram, e viu que caiu água no lado de fora das vigias arredondadas e o Dr. Freitas Guimarães perguntou se era chuva. Telepaticamente lhe foi respondido que havia um rotor na base do aparelho que girava e formava um vácuo até certa altura do cilindro central e isso sugava água que borrifava. O aparelho parecia duas calotas unidas pelas bordas, com formato mais ou menos ovóide.


A claridade interna era muito forte. Pouco depois o Dr. Freitas Guimarães viu um céu incrivelmente estrelado, uma área escura e outra cor de violeta, e a seguir era dia, com a luz do Sol batendo sobre nuvens, fazendo um espetáculo maravilhoso.

A impressão que tinha era que a nave estava parada e as nuvens se moviam. A velocidade era enorme. Em certo momento o aparelho trepidou, o advogado se assustou, quis perguntar, mas antes teve telepaticamente a explicação que tinham acabado de deixar a atmosfera de nosso planeta e que tinham “mudado o regime de navegabilidade”. Como recém tinham saído de São Sebastião, o advogado quis ver quanto tempo tinha se passado e observou que seu relógio estava parado às 19h40. Através de telepatia aceitou convite para um novo encontro no dia 12 de agosto de 1957. Os quatro ficaram na mesma sala, mas
havia mais duas pessoas na nave tanto submarina (osni – objeto submarino não identificado) como voadora (ovni), que pousou no mesmo local cerca de 40 minutos após a partida. Abriu-se a escotilha no chão e o Dr. Freitas Guimarães desceu sozinho pela escada e quis correr, mas como no local há uma gramínea muito resistente, percebeu que poderia cair e não quis demonstrar medo.

'Convém lembrar que São Sebastião fica exatamente abaixo da rota aérea mais movimentada do Brasil,
obrigatória para aviões que vão do Rio de Janeiro a São Paulo e outras cidades do sudeste e sul'



DE VOLTA A SANTOS - O Dr. Freitas Guimarães caminhou até o hotel, acertou o relógio que tinha parado, pagou a conta e voltou para Santos pela rodovia [Naquela época ainda não existia a rodovia Rio-Santos e a viagem se fazia em estrada sinuosa]. Chegou em Santos por volta de sete a oito horas depois, de madrugada e contou o ocorrido para sua esposa. Depois falou sobre o assunto apenas a poucos amigos íntimos, mas cerca de um ano depois a história vazou e o político Dr. Lincoln Feliciano a revelou para um jornal que a publicou com erros, poucas semanas antes do encontro com os ETs, o que provocou grande interesse jornalístico. A partir desse episódio o Dr. Freitas Guimarães passou a ter intuições inexplicáveis e verificou que isso ocorre com outras pessoas que tiveram experiências similares, baseado em cartas que recebeu, inclusive de militares norte-americanos que se sentiam dominados pelos ETs. O major Coqueiro da FAB visitou o advogado e professor e pediu para ele desenhar o disco voador, informando então que era igual ao que sobrevoou a Base Aérea em Gravataí/RS, e o fez desistir do encontro ao informar que caças a jato armados estariam no local marcado. Várias testemunhas, incluindo jornalistas, viram nessa ocasião tanto o disco voador como os aviões da FAB sobre São Sebastião e declararam isso em programa de televisão. O Dr. Freitas Guimarães foi entrevistado por vários órgãos da imprensa, incluindo a Tribuna de Santos e pelo médico, ufólogo e escritor Dr. Walter Karl Bühler, da Sociedade Brasileira de Estudo dos Discos Voadores (SBEDV) que publicou amplas matérias, duas vezes pela TV Tupi de São Paulo e duas por TV do Rio.

Pronunciou várias conferências a respeito inclusive na Biblioteca Pública de São Paulo e em 1980 em Loja Maçônica de São Paulo, quando deu inúmeras informações detalhadas sobre o disco voador, o vôo e seu relacionamento com os tripulantes, material que foi gravado em cassete.



FREITAS GUIMARÃES - O Dr. João de Freitas Guimarães morreu em 1996 aos 87 anos de idade. Estudou até o terceiro ano de Medicina na faculdade da Praia Vermelha no Rio de Janeiro, depois foi bacteriologista e trabalhou no comércio de café. Bacharelou-se na Faculdade de Direito da USP, advogou, foi professor fundador em 1952 de faculdade em Santos, lecionou Sociologia, Direito Romano, Direito Civil e Introdução à Ciência do Direito; foi secretário da OAB de Santos, presidente da Sociedade Humanitária dos Empregados no Comércio de Santos, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Santos, autor do Vocabulário Etimológico do Direito e outros livros especializados, juiz do Trabalho, presidente da 1ª. Vara do Trabalho de Santos e é patrono do edifício do Fórum Trabalhista da Praia Grande/SP, inaugurado em 2003. Foi casado e teve quatro filhos e muitos netos e bisnetos. Tanto ele como sua família sofreram muitas ofensas dos céticos. Seus milhares de amigos, colegas e ex-alunos sempre o estimaram e respeitaram muito.


OS MILITARES E OS DISCOS VOADORES
- O programa Fantástico da Rede Globo de Televisão passou um vídeo de 9 minutos em 22 de maio de 2005, [disponível em http://200.212.57.212:8089/Reportagem_Fantastico_UFOLOGIA.wmv] no qual oficiais da FAB mostraram a ufólogos em Brasília os monitores dos radares onde os ovnis aparecem e brigadeiros declararam que desde 1952 pesquisam e
arquivam informações sobre os mesmos, ou seja, já faziam isso quatro anos antes do passeio do Dr. Freitas Guimarães. Convém lembrar que São Sebastião fica exatamente abaixo da rota aérea mais movimentada do Brasil, obrigatória para aviões que vão do Rio de Janeiro a São Paulo e outras cidades do sudeste e sul. Os militares possivelmente sabem que esse jurista contou a verdade. O deputado federal e jornalista Celso Russomano entrevistou em 2002 o então comandante do COMDABRA (Comando de Defesa Aérea Brasileira) José Carlos Pereira, que lhe mostrou, fechado, um grosso volume com os registros dos 90 ovnis captados pelos nossos radares em 2001, e essa reportagem foi transmitida pela TV [veja foto acima].


OUTRAS VIAGENS
- Quinze meses após o passeio ufológico do Dr. Freitas Guimarães, de 15 a 16 de outubro de 1957, outro brasileiro viajou de disco voador, em companhia de seres bem diferentes – o fazendeiro mineiro Antonio Villas Boas, que foi induzido a
manter contacto sexual com uma extraterrestre a bordo. Voltando de carro de férias no Canadá, os norte-americanos Betty e Barney Hill, cuja história foi contada em um filme e dois livros, foram levados a bordo de um disco voador na noite de 19 de setembro de 1961 e, diferentemente dos brasileiros que se lembravam conscientemente do ocorrido, sofreram uma amnésia e foram os primeiros que se conhece cuja memória do evento foi recuperada através de hipnose regressiva feita pelo Dr. Benjamin Simon, em Boston, no ano de 1964.


Quando os militares brasileiros das três armas declararem publicamente que têm documentos comprovando a autenticidade desses casos e das muitas abduções contadas nos livros, haverá necessidade de total revisão das matérias ensinadas nos cursos de psiquiatria, psicologia, história, aerodinâmica, biologia etc., além de um incrível desenvolvimento industrial e de muitas outras áreas do saber humano.


* Mário Nogueira Rangel é hipnólogo em Ufologia e autor. E-mail: mailto:mário.rangel@terra.com.br.

- Vídeo com reportagem do "Fantástico" (Rede Globo) disponibilizado por Rogério Chola - IPECOM.

- Fotografia do Dr. Guimarães e desenho do disco voador: Arquivo Mário Rangel.

- Reprodução de mapa do litoral paulista: Pepe Chaves.

- Produção: Pepe Chaves

© Copyright 2004, Pepe Arte Viva Ltda.