sexta-feira, 17 de setembro de 2010

OVNI de Alfena é mistério 20 anos depois

DORA MOTA

Parecia uma betoneira, a cuba de uma máquina, uma espécie de balão, uma pipa serrada ao meio. Faz hoje 20 anos que cerca de 50 pessoas de Alfena, Valongo, viram o OVNI mais estudado de todo o país. O que era aquele objecto continua a ser um mistério.

Eram oito e meia da manhã de um sábado cheio de sol quando um objecto de forma esférica, com o que parecia ser cinco patas, foi avistado por um grupo de rapazes, em Alfena.

Outras pessoas, em locais diferentes, também se aperceberam quando estavam na rua, no quintal ou a trabalhar, como operários da construção civil nas obras de um armazém.

David Silva, guarda de campo do Atlético Clube Alfenense, estava dentro de uma pequena casa num extremo do campo quando um vizinho, artesão, que costumava ajudar lhe bateu à porta e apontou o céu. Tinha 34 anos e passava o tempo livre que tinha e o que não tinha a tratar de assuntos do clube.

Como muitos outros, teve medo do que viu a pairar sobre o campo de futebol.

“Não era um helicóptero nem nada parecido tão pouco. Fiquei perplexo a olhar para aquilo, pensei que estava a preparar terreno para pousar em algum lado”, conta, agora, ao JN.

Nessa altura, a esfera voadora pairava mais ou menos a metade da altura de um poste de alta tensão. Rapazes começaram a atirar-lhe pedras. E a “coisa” moveu-se e deslocou-se rapidamente “na direcção de Paços de Ferreira”, descreveu David Silva.

Já não vive em Alfena, tal como outras testemunhas da passagem do misterioso objecto voador. Manuel Moura, o fotógrafo que tirou as únicas fotos existentes do OVNI (Objecto Voador Não Identificado) emigrou. Foram chamá-lo a casa, com a pressa nem levou a melhor máquina. Fez uma sucessão de quatro fotos, que correram especialistas de vários países e foram analisadas ao pormenor.

Se tivesse levado uma objectiva mais potente, quem sabe outras respostas haveria, assinala o historiador Joaquim Fernandes, que documentou e pesquisou tudo quanto havia para documentar e pesquisar sobre este caso, no âmbito do trabalho do Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência (CTEC), na Universidade Fernando Pessoa, no Porto.

O OVNI de Alfena foi avistado por cerca de 50 pessoas ao longo de 50 minutos, durante os quais terá percorrido 500 metros. David, por exemplo, viu-o já no final da aparição, antes de se deslocar a grande velocidade para longe.

Mário Neves, professor do ensino secundário e investigador que colabora no CTEC, foi a Alfena no domingo seguinte e passou um ano a documentar a visão, recolhendo e filmando testemunhos. “Para mim, o relato mais interessante foi o que descrevia uma tartaruga com pernas, feito por uma senhora de idade”, recordou.

David Silva chegou a ver um anel com uma espécie de janelas, houve quem visse sombras. Perguntas feitas ao Instituto de Meteorologia e entidades militares derem em nada : não era sonda de sua pertença.

O consultor da NASA. Richard Haines, foi um dos especialistas estrangeiros que analisaram as fotos do OVNI. Até hoje, ninguém sabe o que sobrevoou Alfena.

Fonte: Jornal de Notícias

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